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Difusão por Ressonância Magnética (dwi) em Doenças Neurológicas Não Vasculares

Gabriella Shida Scarsi, Mariana Freitas Pereira

Nursing Edição Brasileira · 2026

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Worum geht es in dieser Arbeit?

A técnica de imagem ponderada em difusão (DWI) consolidou-se historicamente como o método padrão-ouro para o diagnóstico ultraprecoce do acidente vascular cerebral isquêmico agudo, dada a sua extrema sensibilidade para detectar a restrição à movimentação microscópica da água intracelular que ocorre logo após a falência energética celular. Contudo, os princípios biofísicos que regem a difusividade das moléculas de água — condicionados por barreiras teciduais, viscosidade do meio, celularidade e integridade das membranas lipídicas — são igualmente modificados por uma vasta gama de condições patológicas de natureza não vascular. Nesse cenário, a aplicação da DWI expandiu-se significativamente, revelando-se uma ferramenta diagnóstica crucial na diferenciação de lesões expansivas, infecções do sistema nervoso central, distúrbios desmielinizantes, encefalopatias metabólicas e processos neurodegenerativos. O presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão sistemática da literatura científica brasileira para mapear os fundamentos metodológicos e as aplicações clínicas da difusão por ressonância magnética no manejo e diagnóstico diferencial das doenças neurológicas não vasculares. Trata-se de uma revisão sistemática conduzida em estrita conformidade com as diretrizes do protocolo PRISMA, abrangendo publicações científicas indexadas nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed ocorridas entre os anos de 2018 e 2026. Os resultados indicam que a quantificação da difusibilidade por meio do coeficiente de difusão aparente (ADC) permite diferenciar com alta acurácia abscessos cerebrais de tumores císticos necróticos, avaliar o grau de celularidade e agressividade em gliomas, detectar desmielinização ativa na esclerose múltipla e caracterizar lesões infecciosas específicas, como a neurocisticercose e a encefalite por herpes vírus. Conclui-se que, apesar de limitações técnicas como a suscetibilidade a artefatos magnéticos na base do crânio e a necessidade de padronização na interpretação quantitativa dos mapas de ADC, a DWI representa um biomarcador de imagem indispensável e de baixo custo incremental, essencial para o aprimoramento da neurorradiologia diagnóstica no sistema de saúde brasileiro.

Bibliografischer Nachweis

Publikationsdaten

Autor:innen
Gabriella Shida Scarsi, Mariana Freitas Pereira
Quelle
Nursing Edição Brasileira
Publikation
2026-01-01
Band / Ausgabe
Nicht angegeben
Seiten
Nicht angegeben
ISSN / ISBN
2675-049X, 1415-8264
Zitationen
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Zitierfähiger Nachweis

Gabriella Shida Scarsi, Mariana Freitas Pereira (2026). Difusão por Ressonância Magnética (dwi) em Doenças Neurológicas Não Vasculares. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p17646-17650
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