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Cefaleia Pós-punção Dural: Prevenção e Manejo

Ana Vitória Pacheco Marques Ribeiro, Luis Gustavo Adames Paes, Maria Laura Gonçalves Vieira

Nursing Edição Brasileira · 2026

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Worum geht es in dieser Arbeit?

A cefaleia pós-punção dural representa uma das complicações iatrogênicas mais frequentes e debilitantes decorrentes de procedimentos anestésicos ou diagnósticos que envolvem a invasão do espaço subaracnóideo, como a anestesia raquidiana, a punção lombar diagnóstica e a introdução acidental da agulha durante bloqueios peridurais. Esta síndrome álgica manifesta-se tipicamente por meio de uma dor holocrânica ou fronto-occipital severa de caráter nitidamente posicional, cuja intensidade exacerba-se de forma abrupta em poucos segundos após a assunção da postura ortostática e alivia-se quase por completo com o decúbito dorsal horizontal. A incapacidade gerada por esse quadro restringe a mobilidade imediata do paciente, prolonga o tempo de internação hospitalar, atrasa o autocuidado materno no período pós-parto e eleva o risco de complicações secundárias como o hematoma subdural crônico devido à tração mecânica de vasos encefálicos. Frente à necessidade imperiosa de consolidar e integrar as evidências científicas disponíveis na literatura médica nacional acerca das melhores estratégias preventivas baseadas no calibre de agulhas e das abordagens multimodais de manejo clínico, este estudo foi desenhado. O objetivo central desta revisão sistemática é analisar de forma abrangente as medidas de prevenção e as diretrizes de manejo terapêutico da cefaleia pós-punção dural na população de adultos. Os resultados demonstram que a utilização sistemática de agulhas de fino calibre e de bisel não cortante do tipo ponta de lápis constitui o pilar preventivo mais eficaz para reduzir as taxas de vazamento liquórico crônico, e que o manejo clínico fundamenta-se na hidratação vigorosa associada a analgésicos multimodais, reservando-se a realização do tampão sanguíneo peridural epidural blood patch como a intervenção cirúrgica de resgate padrão para casos refratários ou severos. Conclui-se que a cefaleia pós-punção dural demanda uma conduta técnica proativa e coordenada, na qual o refinamento da escolha dos materiais cirúrgicos e o reconhecimento ágil dos sintomas posicionais são cruciais para mitigar o sofrimento crônico e assegurar a plena recuperação funcional dos indivíduos acometidos.

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Publikationsdaten

Autor:innen
Ana Vitória Pacheco Marques Ribeiro, Luis Gustavo Adames Paes, Maria Laura Gonçalves Vieira
Quelle
Nursing Edição Brasileira
Publikation
2026-01-01
Band / Ausgabe
Nicht angegeben
Seiten
Nicht angegeben
ISSN / ISBN
2675-049X, 1415-8264
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Ana Vitória Pacheco Marques Ribeiro, Luis Gustavo Adames Paes, Maria Laura Gonçalves Vieira (2026). Cefaleia Pós-punção Dural: Prevenção e Manejo. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p17053-17058
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