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O transplante de órgãos sólidos, em especial o transplante renal, representa a principal alternativa terapêutica para restabelecer a qualidade de vida e a sobrevida de pacientes portadores de disfunções orgânicas terminais. Contudo, o sucesso desse procedimento a longo prazo é constantemente ameaçado por episódios de rejeição imunológica mediada por linfócitos T ou por anticorpos direcionados contra o enxerto. Historicamente, a rejeição subclínica — caracterizada por inflamação histológica ativa na ausência de disfunção funcional imediata detectável pelos métodos laboratoriais convencionais de creatinina — permanecia invisível até provocar danos teciduais irreversíveis e fibrose intersticial crônica. Diante dessa limitação diagnóstica que compromete a sobrevida do órgão transplantado, o objetivo desta revisão sistemática de literatura foi analisar as principais evidências científicas publicadas no Brasil sobre a acurácia, a eficácia e o papel dos biomarcadores imunológicos contemporâneos na predição precoce de rejeição subclínica em pacientes transplantados, mapeando as inovações em testes moleculares e imunoensaios validados no cenário nacional. A busca estruturada de dados foi realizada nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e no Portal de Periódicos CAPES, selecionando ensaios clínicos e coortes prospectivas que correlacionassem dosagens de biomarcadores com achados de biópsias por protocolo. Os resultados revelaram que a utilização do DNA livre do doador no plasma do receptor (dd-cfDNA) e a quantificação de transcritos gênicos urinários de citocinas inflamatórias (como CXCL9 e CXCL10) apresentam alta acurácia diagnóstica, com valores preditivos negativos superiores a 95% para descartar a rejeição ativa. Adicionalmente, a literatura nacional salienta que o monitoramento longitudinal desses biomarcadores não invasivos possibilita a individualização da terapia imunossupressora e a redução da dependência de biópsias renais invasivas por protocolo. Conclui-se que a incorporação clínica dos biomarcadores imunológicos inovadores na rotina dos centros transplantadores brasileiros constitui uma estratégia diagnóstica e preventiva de primeira linha, sendo altamente eficaz para prever precocemente a injúria imunológica subclínica, atenuar as taxas de perda crônica do enxerto e consolidar a segurança assistencial de receptores de transplante no país.
Bibliografischer Nachweis
Publikationsdaten
- Autor:innen
- Beatriz Aquino Silva
- Quelle
- Nursing Edição Brasileira
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
- Nicht angegeben
- Seiten
- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 2675-049X, 1415-8264
- Zitationen
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Beatriz Aquino Silva (2026). Biomarcadores Imunológicos na Predição Precoce de Rejeição Subclínica. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p16883-16887
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Themen, Förderung und Nutzung
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