Vollständiger Abstract
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O presente artigo investiga a caracterização do povo francês nos escritos políticos de Maquiavel a partir da possível dicotomia entre viver livre (vivere libero) e viver seguro (vivere sicuro). Tomando como base passagens dos Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio, do Príncipe e dos Escritos Políticos dedicados à França, examina-se em que medida essa oposição permite compreender a singularidade da monarquia francesa no interior da tipologia maquiaveliana das formas de governo. Argumenta-se que a “escolha” entre liberdade e segurança possui função predominantemente “pedagógica”, servindo como instrumento para analisar os limites da vida civil sob um regime monárquico ordenado de modo a limitar as ações do governante. Embora a sujeição do rei às leis assegure estabilidade e contenha a arbitrariedade, a liberdade ali existente distingue-se da liberdade republicana, fundada na participação política e em ordenações capazes de comportar os conflitos entre povo e grandes. Ao aproximar o caso francês do problema da liberdade florentina, demonstra-se que a segurança pode constituir um bem político relevante, mas não equivale à liberdade republicana. A monarquia francesa revela, assim, os limites estruturais dessa forma de governo no pensamento de Maquiavel.
Bibliografischer Nachweis
Publikationsdaten
- Autor:innen
- Bruno Alexandre Cadete da Silva, Flávia Benevenuto
- Quelle
- Philósophos - Revista de Filosofia
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
- Nicht angegeben
- Seiten
- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 1982-2928, 1414-2236
- Zitationen
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- 0 hinterlegt
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Bruno Alexandre Cadete da Silva, Flávia Benevenuto (2026). O povo francês nos escritos políticos de Maquiavel. Philósophos - Revista de Filosofia. https://doi.org/10.5216/phi.v31i1.85590
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Themen, Förderung und Nutzung
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