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Delirium Hipoativo: Subdiagnóstico e Impacto Prognóstico

Gabriela Chaves Thomaz, Mariana de Souza Arêa Leão, Thaís Oliveira Martins, Thalia Ely Cervejeira

Nursing Edição Brasileira · 2026

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Worum geht es in dieser Arbeit?

O envelhecimento populacional acelerado no Brasil tem reformulado as demandas epidemiológicas de toda a rede de saúde, evidenciando uma elevada prevalência de síndromes geriátricas complexas nos serviços de urgência e internação hospitalar. Dentre essas manifestações, o delirium — uma síndrome confusional aguda caracterizada por declínio flutuante da atenção, da cognição e do nível de consciência — destaca-se como uma das complicações neurológicas mais frequentes e graves em idosos admitidos nos setores de saúde. No entanto, enquanto o subtipo hiperativo é facilmente reconhecido devido à agitação psicomotora exuberante, o delirium hipoativo atua como um fator silencioso que frequentemente passa despercebido pelas equipes assistenciais devido à sua apresentação clínica sutil. Caracterizado por apatia, sonolência excessiva, lentidão psicomotora e redução na interação verbal voluntária, esse subtipo é constantemente confundido com demência, depressão ou simplesmente encarado de maneira negligente como um comportamento próprio e benigno da senilidade. Diante da necessidade premente de consolidar as evidências científicas nacionais sobre os fatores de risco e as repercussões clínicas desse distúrbio na população idosa, este estudo tem como objetivo analisar e sintetizar, por meio de uma revisão sistemática da literatura fonoaudiológica e médica brasileira, os mecanismos de subdiagnóstico e o impacto prognóstico do delirium hipoativo em idosos hospitalizados. Para tanto, conduziu-se uma busca metodológica estruturada guiada pelas recomendações PRISMA nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed por artigos de autoria nacional publicados na última década (2016-2026). Os resultados revelam que a taxa de subdiagnóstico do delirium hipoativo ultrapassa os 70% nos hospitais brasileiros, sendo precipitada principalmente por infecções agudas, distúrbios hidroeletrolíticos, dor não controlada e pelo uso inadequado de medicamentos potencialmente inapropriados com ação depressora do sistema nervoso central. Clinicamente, esse silenciamento diagnóstico associa-se de forma direta a prognósticos clínicos e funcionais desfavoráveis severos, incluindo o aumento expressivo do tempo de internação hospitalar, maior incidência de lesões por pressão decorrentes da imobilidade, perda permanente da autonomia nas atividades cotidianas e elevação substancial das taxas de mortalidade em curto e longo prazo. Conclui-se que a implementação rotineira de ferramentas de triagem cognitiva rápidas e validadas, como o Confusion Assessment Method (CAM), associada à capacitação das equipes multidisciplinares e à inclusão ativa dos cuidadores familiares, constitui a estratégia preventiva indispensável para reduzir as internações prolongadas, evitar condutas farmacológicas iatrogênicas e qualificar a sobrevida da população geriátrica no país.

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Publikationsdaten

Autor:innen
Gabriela Chaves Thomaz, Mariana de Souza Arêa Leão, Thaís Oliveira Martins, Thalia Ely Cervejeira
Quelle
Nursing Edição Brasileira
Publikation
2026-01-01
Band / Ausgabe
Nicht angegeben
Seiten
Nicht angegeben
ISSN / ISBN
2675-049X, 1415-8264
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Gabriela Chaves Thomaz, Mariana de Souza Arêa Leão, Thaís Oliveira Martins, Thalia Ely Cervejeira (2026). Delirium Hipoativo: Subdiagnóstico e Impacto Prognóstico. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p22139-22144
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