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Toxicidade Epitelial e Conjuntival Secundária ao Uso Crônico de Cloreto de Benzalcônio em Colírios

Ana Carolina Caetano Vieira, Mariana Pinheiro Velame, Renaly Carneiro Barbosa de Araujo Sant Anna

Nursing Edição Brasileira · 2026

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O cloreto de benzalcônio (BAK) é o conservante amônio quaternário mais utilizado em formulações oftálmicas tópicas, desempenhando ação antimicrobiana essencial para prevenir a contaminação de colírios multidose. No entanto, o seu uso crônico e contínuo, comum em terapias para glaucoma e olho seco severo, está associado a reações adversas significativas na superfície ocular. Esta revisão sistemática objetiva analisar a toxicidade epitelial e conjuntival induzida pelo BAK, compreendendo seus mecanismos fisiopatológicos e implicações clínicas. A literatura demonstra que o BAK desorganiza o filme lacrimal ao instabilizar a camada lipídica e exercer ação detergente nas membranas celulares das células epiteliais da córnea e conjuntiva. Esse processo culmina no descolamento celular, perda das junções de oclusão, apoptose celular precoce e redução drástica das células caliciformes responsáveis pela secreção de mucina. Consequentemente, observa-se o desencadeamento de um ciclo inflamatório crônico mediado por citocinas, hiperemia conjuntival, fibrose subconjuntival e falha nas cirurgias filtrantes antiglaucomatosas. Conclui-se que a substituição de colírios com BAK por formulações livres de conservantes ou com conservantes biodegradáveis reduz significativamente os sinais e sintomas de toxicidade, preservando a integridade epitelial e otimizando a adesão do paciente ao tratamento no longo prazo. Abstract: Benzalkonium chloride (BAK) is the most widely used quaternary ammonium preservative in topical ophthalmic formulations, performing an essential antimicrobial role to prevent contamination of multidose eye drops. However, its chronic and continuous use, common in therapies for glaucoma and severe dry eye, is associated with significant adverse reactions on the ocular surface. This systematic review aims to analyze corneal and conjunctival toxicity induced by BAK, understanding its pathophysiological mechanisms and clinical implications. The literature demonstrates that BAK disrupts the tear film by destabilizing the lipid layer and exerting a detergent action on the cell membranes of corneal and conjunctival epithelial cells. This process culminates in cell detachment, loss of tight junctions, early cell apoptosis, and a drastic reduction in goblet cells responsible for mucin secretion. Consequently, there is the triggering of a chronic inflammatory cycle mediated by cytokines, conjunctival hyperemia, subconjunctival fibrosis, and failure in anti-glaucoma filtering surgeries. It is concluded that replacing BAK-containing eye drops with preservative-free formulations or biodegradable preservatives significantly reduces signs and symptoms of toxicity, preserving epithelial integrity and optimizing patient adherence to long-term treatment. Keywords: Benzalkonium Chloride. Cornea. Conjunctiva. Toxicity. Preservatives, Pharmaceutical. Resumen: El cloruro de benzalconio (BAK) es el conservante de amonio cuaternario más utilizado en formulaciones oftálmicas tópicas y desempeña un papel antimicrobiano esencial para prevenir la contaminación de los colirios multidosis. Sin embargo, su uso crónico y continuo, frecuente en terapias para el glaucoma y el ojo seco grave, se asocia con reacciones adversas significativas en la superficie ocular. Esta revisión sistemática objetiva analizar la toxicidad epitelial y conjuntival inducida por el BAK, comprendiendo sus mecanismos fisiopatológicos e implicaciones clínicas. La literatura demuestra que el BAK altera la película lagrimal al inestabilizar la capa lipídica y ejercer una acción detergente sobre las membranas celulares de las células epiteliales de la córnea y la conjuntiva. Este proceso culmina en el desprendimiento celular, la pérdida de las uniones estrechas, la apoptosis celular precoz y una reducción drástica de las células caliciformes responsables de la secreción de mucina. En consecuencia, se observa el desencadenamiento de un ciclo inflamatorio crónico mediado por citocinas, hiperemia conjuntival, fibrosis subconjuntival y fallo en las cirugías filtrantes para el glaucoma. Se concluye que la sustitución de colirios con BAK por formulaciones libres de conservantes o con conservantes biodegradables reduce significativamente los signos y síntomas de toxicidad, preservando la integridad epitelial y optimizando la adhesión del paciente al tratamiento a largo plazo. Palabras clave: Cloruro de Benzalconio. Córnea. Conjuntiva. Toxicidad. Conservantes Farmacéuticos.

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Publikationsdaten

Autor:innen
Ana Carolina Caetano Vieira, Mariana Pinheiro Velame, Renaly Carneiro Barbosa de Araujo Sant Anna
Quelle
Nursing Edição Brasileira
Publikation
2026-01-01
Band / Ausgabe
Nicht angegeben
Seiten
Nicht angegeben
ISSN / ISBN
2675-049X, 1415-8264
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Ana Carolina Caetano Vieira, Mariana Pinheiro Velame, Renaly Carneiro Barbosa de Araujo Sant Anna (2026). Toxicidade Epitelial e Conjuntival Secundária ao Uso Crônico de Cloreto de Benzalcônio em Colírios. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p21301-21304
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