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Os esportes de potência, como o levantamento de peso olímpico, os arremessos do atletismo e as corridas de velocidade, impõem demandas biomecânicas e fisiológicas singulares ao organismo humano, exigindo que o tecido muscular esquelético gere taxas máximas de produção de força em intervalos de tempo extremamente curtos. Nesse cenário de alta exigência mecânica, a sustentação energética e a modulação dos substratos celulares dependem de ajustes bioquímicos imediatos comandados pela via de sinalização anaeróbica. Diante dessa realidade atlética, o objetivo desta revisão sistemática de literatura foi analisar e compilar as evidências científicas publicadas no Brasil sobre as principais respostas metabólicas agudas e crônicas decorrentes do treinamento de força em esportes de potência, avaliando o comportamento das vias bioenergéticas e o estresse celular sistêmico associado a essas modalidades. A busca de dados foi realizada nas bases eletrônicas SciELO, LILACS e no Portal de Periódicos CAPES, identificando ensaios clínicos e estudos transversais que avaliassem biomarcadores enzimáticos, dinâmicas de substratos e alterações plasmáticas no perfil metabólico de atletas de potência. Os resultados demonstraram que o treinamento de força nessas modalidades induz uma otimização pronunciada na cinética de ressíntese de energia pela via fosfagênio ($ATP-CP$), mediada pelo aumento agudo da atividade catalítica da enzima creatina quinase e pelo incremento dos estoques intramusculares de fosfocreatina. Paralelamente, observou-se uma participação regulada da via glicolítica anaeróbica em sessões de alto volume e esforço repetitivo, promovendo acúmulo agudo de lactato e prótons de hidrogênio livres, o que gera acidose transitória mitigada pelo aprimoramento dos sistemas de tamponamento intracelular de atletas adaptados. No plano crônico, as adaptações musculares traduzem-se na hipertrofia seletiva de fibras glicolíticas de contração rápida (tipo II) e na modulação favorável de enzimas-chave, como a mioquinase e a fosfofructoquinase. Conclui-se que a regulação bioenergética integrada em esportes de potência é altamente específica e dependente do volume e intensidade do treino, atuando como um fator determinante para a sustentação do rendimento mecânico de elite no país. Abstract: Power sports, such as Olympic weightlifting, track and field throwing events, and short sprints, impose unique biomechanical and physiological demands on the human body, requiring skeletal muscle tissue to generate maximal force production rates within extremely short time intervals. In this scenario of high mechanical demand, energy sustainability and substrate modulation depend on immediate biochemical adjustments driven by the anaerobic signaling pathway. Given this athletic reality, the objective of this systematic literature review was to analyze and compile the scientific evidence published in Brazil regarding the main acute and chronic metabolic responses resulting from strength training in power sports, evaluating the behavior of bioenergetic pathways and the associated systemic cellular stress in these modalities. The data search was conducted in the SciELO, LILACS, and CAPES Journals Portal databases, identifying clinical trials and cross-sectional studies evaluating enzymatic biomarkers, substrate dynamics, and plasma changes in the metabolic profile of power athletes. The results demonstrated that strength training in these modalities induces a pronounced optimization in energy resynthesis kinetics through the phosphagen pathway ($ATP-CP$), mediated by the acute increase in the catalytic activity of the creatine kinase enzyme and increased intramuscular phosphocreatine stores. Concurrently, a regulated participation of the anaerobic glycolytic pathway was observed in high-volume, repetitive sessions, promoting acute accumulation of lactate and free hydrogen protons, which generates transient acidosis mitigated by the enhancement of intracellular buffering systems in adapted athletes. Chronically, muscular adaptations translate into the selective hypertrophy of fast-twitch glycolytic fibers (type II) and favorable modulation of key enzymes, such as myokinase and phosphofructokinase. It is concluded that integrated bioenergetic regulation in power sports is highly specific and dependent on training volume and intensity, acting as a determining factor for sustaining elite mechanical performance in the country. Keywords: Power sports; Energy metabolism; Strength training; Anaerobic pathway; Exercise physiology. Resumen: Los deportes de potencia, como el levantamiento de pesas olímpico, los lanzamientos de atletismo y las carreras de velocidad, imponen exigencias biomecánicas y fisiológicas singulares al organismo humano, requiriendo que el tejido muscular esquelético genere tasas máximas de producción de fuerza en intervalos de tiempo extremadamente cortos. En este escenario de alta demanda mecánica, la sustentación energética y la modulación de los sustratos celulares dependen de ajustes bioquímicos inmediatos comandados por la vía de señalización anaeróbica. Ante esta realidad atlética, el objetivo de esta revisión sistemática de la literatura fue analizar y compilar las evidencias científicas publicadas en Brasil sobre las principales respuestas metabólicas agudas y crónicas derivadas del entrenamiento de fuerza en deportes de potencia, evaluando el comportamiento de las vías bioenergéticas y el estrés celular sistémico asociado en estas modalidades. La búsqueda de datos se realizó en las bases electrónicas SciELO, LILACS y el Portal de Periódicos CAPES, identificando ensayos clínicos y estudios transversales que evaluaran biomarcadores enzimáticos, dinámicas de sustratos y alteraciones plasmáticas en el perfil metabólico de atletas de potencia. Los resultados demostraron que el entrenamiento de fuerza en estas modalidades induce una optimización pronunciada en la cinética de resíntesis de energía por la vía de los fosfágenos ($ATP-CP$), mediada por el aumento agudo de la actividad catalítica de la enzima creatina quinasa y el incremento de los depósitos intramusculares de fosfocreatina. Paralelamente, se observó una participación regulada de la vía glucolítica anaeróbica en sesiones de alto volumen y esfuerzo repetitivo, promoviendo el acúmulo agudo de lactato y protones de hidrógeno libres, lo que genera acidosis transitoria mitigada por el perfeccionamiento de los sistemas de amortiguamiento intracelular de atletas adaptados. A nivel crónico, las adaptaciones musculares se traducen en la hipertrofia selectiva de fibras glucolíticas de contracción rápida (tipo II) y en la modulación favorable de enzimas clave, como la miocinasa y la fosfofructocinasa. Se concluye que la regulación bioenergética integrada en deportes de potencia es altamente específica y dependiente del volumen y la intensidad del entrenamiento, actuando como un factor determinante para sostener el rendimiento mecánico de élite en el país. Palabras clave: Deportes de potencia; Metabolismo energético; Entrenamiento de fuerza; Vía anaeróbica; Fisiología del ejercicio.
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Publikationsdaten
- Autor:innen
- Gabriel Fonseca Batista, Isabela Pires Esteves
- Quelle
- Nursing Edição Brasileira
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
- Nicht angegeben
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- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 2675-049X, 1415-8264
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Gabriel Fonseca Batista, Isabela Pires Esteves (2026). Respostas Metabólicas ao Treinamento de Força em Esportes de Potência. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p20751-20755
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Themen, Förderung und Nutzung
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