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A infância constitui uma etapa do desenvolvimento humano intrinsecamente caracterizada por uma intensa curiosidade exploratória, pela ausência de percepção de riscos biológicos ambientais e pelo hábito natural de investigação de objetos desconhecidos por meio da via oral. Essa vulnerabilidade comportamental e do desenvolvimento transforma o ambiente doméstico familiar em um ecossistema complexo e potencialmente perigoso, no qual o armazenamento inadequado e a facilidade de acesso a compostos químicos e farmacológicos funcionam como os principais determinantes para a ocorrência de acidentes graves. Entre os diversos agentes tóxicos mapeados pelos sistemas de vigilância em saúde, as substâncias medicamentosas despontam de forma isolada como a principal causa de exacerbação de quadros de envenenamento e assistência médica de emergência na população infanto-juvenil global e brasileira. Embora historicamente a atenção toxicológica tenha focado nas iatrogenias causadas por saneantes ou produtos industriais, a transição epidemiológica contemporânea revela que a dispensação em massa de psicotrópicos, analgésicos e descongestionantes nas farmácias domésticas hipertrofiou o risco de exposição acidental de menores. Diante da necessidade premente de consolidar e integrar as evidências científicas nacionais acerca das classes farmacológicas mais prevalentes e dos desfechos clínicos associados a esses episódios para fundamentar condutas preventivas e de resgate mais eficientes, este estudo foi delineado. O objetivo central desta revisão sistemática é analisar os principais medicamentos envolvidos em intoxicações da população pediátrica no cenário médico brasileiro atualizado. Os resultados demonstram de forma robusta que os analgésicos e antipiréticos, com especial destaque para o paracetamol e a dipirona sódica, associados aos medicamentos psicotrópicos, representados pelos benzodiazepínicos e anticonvulsivantes, e aos medicamentos de ação cardiovascular e descongestionantes, atuam como os principais agentes etiológicos independentes de toxicidade aguda. Conclui-se que as intoxicações medicamentosas infantis demandam urgência no aperfeiçoamento de políticas públicas regulatórias baseadas na obrigatoriedade de embalagens com tampas de segurança especiais à prova de crianças e na estruturação de campanhas coordenadas de letramento em saúde familiar, sendo o reconhecimento precoce dos toxidromes e o acionamento rápido dos centros de informação toxicologicca os pilares indispensáveis para mitigar danos celulares irreversíveis, evitar disfunções orgânicas terminais e resguardar de forma sustentável a reserva funcional, o bem-estar e a dignidade de vida das futuras gerações.
Bibliografischer Nachweis
Publikationsdaten
- Autor:innen
- Mariana de Oliveira Costa Nonato, Maria Vitória Vieira Graciano
- Quelle
- Nursing Edição Brasileira
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
- Nicht angegeben
- Seiten
- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 2675-049X, 1415-8264
- Zitationen
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Mariana de Oliveira Costa Nonato, Maria Vitória Vieira Graciano (2026). Principais Medicamentos Envolvidos em Intoxicações da População Pediátrica. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p20405-20411
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Themen, Förderung und Nutzung
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