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O avanço da pancreatologia e da imunologia clínica no cenário médico brasileiro tem modificado profundamente a abordagem diagnóstica das doenças inflamatórias pancreáticas crônicas. Tradicionalmente confundida com o adenocarcinoma de pâncreas devido a apresentações clínicas e radiológicas semelhantes, a pancreatite autoimune (PAI) consolidou-se como uma forma distinta de pancreatite crônica caracterizada por infiltração linfoplasmocitária e excelente resposta à terapia com corticosteroides. A correta diferenciação entre essas entidades nosológicas é crítica no cotidiano assistencial, uma vez que o erro diagnóstico pode submeter os indivíduos a cirurgias de ressecção de alta morbidade, como a duodenopancreatectomia, de maneira desnecessária. Nas últimas décadas, a padronização de consensos internacionais e diretrizes nacionais estabeleceu critérios multidisciplinares baseados no acrônimo ICDC (International Consensus Diagnostic Criteria), integrando dados de imagem, sorologia, envolvimento de outros órgãos, histopatologia e resposta a esteroides. Diante da necessidade premente de consolidar as evidências científicas brasileiras sobre a acurácia dessas diretrizes propedêuticas e suas implicações clínicas no país, este estudo tem como objetivo analisar e sintetizar, por meio de uma revisão sistemática da literatura científica brasileira, os critérios diagnósticos atuais da pancreatite autoimune. Para cumprir esse propósito, realizou-se uma busca metodológica estruturada guiada pelas recomendações PRISMA nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed por artigos originais e diretrizes nacionais publicados na última década (2016-2026). Os resultados indicam que a PAI divide-se em tipo 1 (relacionada à doença sistêmica por IgG4, com infiltração linfoplasmocitária esclerosante) e tipo 2 (restrita ao pâncreas, caracterizada por lesões epiteliais granulocíticas idiopáticas). O diagnóstico definitivo apoia-se na identificação de estreitamento ductal segmentar ou difuso na colangiopancreatografia associado ao aumento focal ou difuso do parênquima ("pâncreas em salsicha"), elevação sérica de IgG4 e resposta clínica rápida ao teste terapêutico com corticoides. Conclui-se que a difusão e aplicação sistemática desses critérios multidisciplinares na atenção secundária e terciária do Sistema Único de Saúde constituem um avanço indispensável para otimizar o diagnóstico diferencial, mitigar abordagens cirúrgicas iatrogênicas e qualificar a sobrevida da população no território nacional.
Bibliografischer Nachweis
Publikationsdaten
- Autor:innen
- Ronaldo Geraldi Dias Filho
- Quelle
- Nursing Edição Brasileira
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
- Nicht angegeben
- Seiten
- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 2675-049X, 1415-8264
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Ronaldo Geraldi Dias Filho (2026). Pancreatite Autoimune: Critérios Diagnósticos Atuais. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p20107-20112
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Themen, Förderung und Nutzung
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