Vollständiger Abstract
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A neuralgia do glossofaringeo representa uma síndrome dolorosa neuropática craniana infrequente e severamente debilitante, caracterizada por episódios paroxísticos de dor excruciante, em choque, pontada ou queimação lancinante, que se manifestam estritamente no território de distribuição sensitiva do nono e décimo pares cranianos. Os ataques álgicos localizam-se tipicamente na porção posterior da língua, faringe, fossa amigdaliana, base do crânio e conduto auditivo externo, sendo classicamente deflagrados por manobras fisiológicas cotidianas comuns, tais como a deglutição, a mastigação, a fala, o riso ou o bocejo. Adicionalmente, em virtude da íntima proximidade anatômica e das conexões sinápticas centrais entre o nervo glossofaringeo e os ramos vagais, a descarga aferente patológica pode engajar reflexos autonômicos cardiovasculares severos, culminando em bradicardia sinusal paradoxal, hipotensão arterial aguda, síncope recorrente e assistolia temporária durante as crises de dor. Embora as condutas farmacológicas profiláticas iniciais baseadas em anticonvulsivantes confiram alívio temporário satisfatório, uma parcela expressiva de pacientes evolui com refratariedade terapêutica progressiva ou intolerância limitante aos efeitos adversos sistêmicos, exigindo intervenções neurocirúrgicas de resgate para mitigar o sofrimento. Diante desse cenário de alta gravidade clínica e da necessidade de balizar as melhores diretrizes operatórias no cenário nacional, o objetivo desta revisão sistemática de literatura foi avaliar e comparar a eficácia analgésica, o perfil de complicações funcionais de nervos cranianos e as taxas de recorrência da descompressão microvascular (DMV) em relação à rizotomia cirúrgica aberta no manejo da neuralgia do glossofaringeo refratária, mapeando as evidências científicas publicadas no Brasil. A busca de dados foi realizada de forma estruturada nas bases eletrônicas SciELO, LILACS e no Portal de Periódicos CAPES, selecionando estudos originais e casuísticas neurocirúrgicas de centros nacionais de referência. Os resultados demonstraram que ambos os procedimentos alcançam elevadas taxas de controle imediato da dor, superiores a 85%. Contudo, a descompressão microvascular consolidou-se como a estratégia padrão-ouro preferencial devido ao seu caráter etiológico e curativo não destrutivo, preservando a integridade funcional sensitiva da faringe e diminuindo a incidência de sequelas funcionais permanentes. Por outro lado, a rizotomia secciona de forma definitiva as radículas do nervo, gerando excelente e definitivo alívio álgico ao custo de anestesia protraída e disfagia ou disfonia decorrentes do sacrifício vagal associado. Conclui-se que a seleção da estratégia cirúrgica deve ser estritamente individualizada, priorizando-se a DMV em pacientes com conflito neurovascular evidente e reservando-se a rizotomia para casos de ausência de compressão vascular ou reoperações no país.
Bibliografischer Nachweis
Publikationsdaten
- Autor:innen
- Alana Sperandio Porto, Mariana Alfredo Gomes
- Quelle
- Nursing Edição Brasileira
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
- Nicht angegeben
- Seiten
- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 2675-049X, 1415-8264
- Zitationen
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Alana Sperandio Porto, Mariana Alfredo Gomes (2026). Neuralgia do Glossofaríngeo: Descompressão Microvascular Vs. Rizotomia. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p19731-19736
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Themen, Förderung und Nutzung
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