Vollständiger Abstract
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A sepse e as infecções nosocomiais associadas a bactérias multirresistentes (MDR) figuram como as principais causas de morbimortalidade e prolongamento da internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em todo o território brasileiro, representando um persistente desafio terapêutico e financeiro para o sistema de saúde do país. No ecossistema de um paciente crítico sob suporte intensivo, a integridade da microbiota intestinal — a complexa comunidade de trilhões de microrganismos simbiontes que habitam o trato gastrointestinal e regulam a homeostase metabólica e imunológica do hospedeiro — sofre um colapso drástico e acelerado nas primeiras horas de internação. Fatores iatrogênicos exógenos agressivos e biologicamente obrigatórios, com destaque para a antibioticoterapia sistêmica de amplo espectro empírica prolongada, o uso crônico de inibidores da bomba de prótons que alteram o regime de acidez gástrica, o jejum prolongado e a nutrição enteral exclusiva desprovida de fibras, induzem uma depleção massiva de táxons comensais protetores obrigatórios. Esse estado de desequilíbrio ecológico profundo, denominado disbiose intestinal severa ou perda do microbioma nativo, resulta no colapso do mecanismo biofísico da resistência à colonização, abrindo nichos ecológicos no lúmen para a proliferação clonal desordenada e a dominância absoluta de patógenos oportunistas multirresistentes e anaplásicos. Historicamente, a abordagem preventiva das infecções por patógenos nosocomiais apoia-se estritamente na aplicação de barreiras físicas de isolamento de contato e na higienização rigorosa das mãos; contudo, essa abordagem tradicional falha em intervir no reservatório endógeno intestinal oculto, o qual atua de forma perene impulsionando eventos de translocação bacteriana bacteriana sistêmica profunda através de uma barreira mucosa lipídica epitelial enfraquecida e inflamada. O presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão sistemática da literatura científica produzida por pesquisadores no Brasil para mapear, analisar e consolidar as evidências clínicas sobre o impacto da disbiose intestinal na susceptibilidade a infecções por patógenos multirresistentes no cenário médico nacional de terapia intensiva. Trata-se de uma revisão sistemática conduzida sob o estrito cumprimento das diretrizes metodológicas do protocolo internacional PRISMA, investigando produções indexadas nas bases eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed, publicadas entre os anos de 2018 e 2026. Os resultados indicam que o estabelecimento da dominância intestinal por famílias anaplásicas como Enterobacteriaceae e Enterococcaceae eleva de forma estatisticamente significativa o risco probabilístico de bacteremias secundárias e pneumonias associadas à ventilação mecânica por cepas MDR nas UTIs do país, demonstrando um sinergismo fisiopatológico claro de interdependência molecular metabólica e depleção de ácidos graxos de cadeia curta. Conclui-se que o monitoramento do microbioma intestinal e o desenvolvimento de estratégias de modulação ecológica (como o transplante de microbiota fecal, o uso racional de prebióticos específicos e novos protocolos de manejo de antibióticos) representam pilares fundamentais e insubstituíveis para consolidar o amadurecimento da medicina intensiva de precisão no Brasil, embora gargalos orçamentários relacionados ao alto custo de plataformas digitais de sequenciamento de nova geração e à necessidade de interiorização tecnológica nas redes hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) exijam atenção estratégica e investimentos governamentais continuados.
Bibliografischer Nachweis
Publikationsdaten
- Autor:innen
- Andreza Carcará Rocha, Thiago Batista Diniz
- Quelle
- Nursing Edição Brasileira
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
- Nicht angegeben
- Seiten
- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 2675-049X, 1415-8264
- Zitationen
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Andreza Carcará Rocha, Thiago Batista Diniz (2026). Microbiota Intestinal na Uti: O Impacto da Disbiose na Susceptibilidade a Infecções por Patógenos Multirresistentes. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p19651-19656
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Themen, Förderung und Nutzung
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