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Os meningiomas representam as neoplasias primárias não gliais mais frequentes do sistema nervoso central, originando-se a partir das células meningoteliais da aracnóide. Embora a grande maioria dessas lesões apresente um comportamento biológico predominantemente benigno e de crescimento lento, uma parcela significativa exibe características de agressividade histológica, com padrão de infiltração do parênquima encefálico adjacente, taxas elevadas de recorrência local e pior prognóstico global. O diagnóstico de certeza e a estratificação de risco desses tumores apoiam-se de forma absoluta na correta identificação de seus múltiplos subtipos histopatológicos e na correlação com os critérios de graduação propostos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os quais sofreram importantes refinamentos conceituais e moleculares nos últimos anos. Diante da alta variabilidade fenotípica e da constante necessidade de mapear as implicações prognósticas dessas variantes na população nacional, o objetivo desta revisão sistemática de literatura foi analisar e compilar as evidências científicas publicadas no Brasil sobre os subtipos histopatológicos dos meningiomas e suas respectivas implicações no prognóstico e na sobrevida dos pacientes. A busca de dados foi conduzida de forma estruturada nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e no Portal de Periódicos CAPES, identificando estudos transversais, coortes oncológicas e consensos neuropatológicos desenvolvidos por instituições brasileiras de referência. Os resultados demonstraram que as variantes meningoteliomatosa, fibrosa e transicional correspondem aos subtipos de grau I da OMS mais prevalentes e de excelente prognóstico pós-operatório com ressecção cirúrgica completa (Simpson I). Em contrapartida, subtipos específicos de grau II (como as variantes cordoide e de células claras) e de grau III (como os meningiomas papilar e rabdoide) associam-se a um comportamento agressivo intrínseco, com alto índice mitótico, neovascularização desordenada e propensão a recidivas mesmo após cirurgias radicais. Conclui-se que a caracterização histopatológica integrada, complementada pela análise de marcadores de proliferação celular como o Ki-67, é uma diretriz diagnóstica indispensável, sendo altamente eficaz para individualizar o seguimento ambulatorial e guiar as decisões de radioterapia adjuvante no país.
Bibliografischer Nachweis
Publikationsdaten
- Autor:innen
- Isadora Bucar Cardoso, Vivian Liz de Medeiros Vieira
- Quelle
- Nursing Edição Brasileira
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
- Nicht angegeben
- Seiten
- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 2675-049X, 1415-8264
- Zitationen
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- 0 hinterlegt
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Isadora Bucar Cardoso, Vivian Liz de Medeiros Vieira (2026). Meningiomas: Subtipos Histopatológicos e Implicações Prognósticas. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p19633-19637
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Themen, Förderung und Nutzung
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