Vollständiger Abstract
Worum geht es in dieser Arbeit?
O desenvolvimento do sistema geniturinário na infância e na adolescência constitui um processo anatômico altamente dinâmico e complexo, cuja integridade estrutural e funcional é fundamental para a preservação da saúde reprodutiva e do bem-estar biopsicossocial do menor. Dentre as afecções escrotais benignas mais frequentemente diagnosticadas nas consultas de puericultura na atenção básica e nos ambulatórios de cirurgia pediátrica e urologia no Brasil, destacam-se a hidrocele e a varicocele. A hidrocele, caracterizada pelo acúmulo anômalo de líquido fluido no interior da túnica vaginal, decorre majoritariamente da persistência do conduto peritônio-vaginal patente em lactentes, operando sob mecanismos fisiopatológicos intimamente correlacionados aos das hérnias inguinais indiretas. Por sua vez, a varicocele manifesta-se predominantemente em adolescentes na fase de estirão puberal, definindo-se pela dilatação anômala e tortuosidade do plexo venoso pampiniforme, o que submete o parênquima testicular a estados crônicos de hipertermia e estresse oxidativo que podem comprometer a espermatogênese e induzir hipotrofia gonadal definitiva. Historicamente abordadas de forma puramente expectante ou por intervenções cirúrgicas agressivas despadronizadas, o manejo contemporâneo dessas condições exige uma estratificação clínica criteriosa baseada em evidências científicas sólidas para definir as janelas ideais de indicação cirúrgica e evitar condutas iatrogênicas. Diante da necessidade premente de consolidar e integrar as evidências científicas disponíveis na literatura médica nacional acerca das diretrizes diagnósticas estruturadas e das técnicas cirúrgicas refinadas de menor morbidade para a população infantojuvenil, este estudo foi delineado. O objetivo central desta revisão sistemática é analisar as estratégias de manejo de hidrocele e varicocele na pediatria, detalhando os parâmetros diagnósticos diferenciados de precisão, as técnicas operatórias contemporâneas e os desfechos associados à preservação da fertilidade e mitigação de recidivas locais. Os resultados revelam que na hidrocele infantil a conduta expectante é mandatória até o primeiro ou segundo ano de vida pós-natal devido às altas taxas de fechamento espontâneo do conduto, preconizando-se a abordagem cirúrgica por via inguinal nos casos persistentes, enquanto o manejo da varicocele juvenil assenta-se na monitorização seriada do volume testicular via ultrassonografia com doppler colorido, reservando-se a cirurgia com técnica microcirúrgica subinguinal para os pacientes com assimetria gonadal acentuada ou dor crônica refratária. Conclui-se que o manejo dessas patologias escrotais infantojuvenis demanda elevados níveis de suspeição clínica e acompanhamento multidisciplinar coordenado entre pediatras e cirurgiões pediatras, sendo a indicação cirúrgica oportuna de precisão o principal determinante biológico para resguardar a espermatogênese, mitigar complicações e garantir de forma sustentável a autonomia funcional, o bem-estar e a dignidade de vida das futuras gerações.
Bibliografischer Nachweis
Publikationsdaten
- Autor:innen
- Daniela Girundi Teles, Gabriela Ponte do Couto, Letícia Akemi Okuda, Maria da Glória Feitosa Teixeira
- Quelle
- Nursing Edição Brasileira
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
- Nicht angegeben
- Seiten
- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 2675-049X, 1415-8264
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Daniela Girundi Teles, Gabriela Ponte do Couto, Letícia Akemi Okuda, Maria da Glória Feitosa Teixeira (2026). Manejo de Hidrocele e Varicocele na Pediatria. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p19470-19476
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