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Manejo da Hipertensão Intracraniana Idiopática: Derivação Lombo-peritoneal Vs. Stent de Seio Venoso

Carolina Gabriela Divino Soares Gioia

Nursing Edição Brasileira · 2026

Vollständiger Abstract

Worum geht es in dieser Arbeit?

A hipertensão intracraniana idiopática, classicamente denominada pseudotumor cerebral, é uma síndrome neurológica caracterizada pela elevação sustentada da pressão do líquido cefalorraquidiano na ausência de lesões expansivas estruturais, processos infecciosos ativos ou trombose venosa cerebral. Esta patologia acomete predominantemente mulheres jovens e com sobrepeso, manifestando-se através de cefaleias crônicas incapacitantes, zumbido pulsátil e distúrbios visuais progressivos decorrentes do papiledema bilateral, o qual pode evoluir para perda visual irreversível se não manejado adequadamente. Embora o tratamento inicial fundamente-se em medidas clínicas, como a perda ponderal e o uso de inibidores da anidrase carbônica, uma parcela significativa de pacientes apresenta refratariedade ou deterioração visual iminente, exigindo a instituição de procedimentos cirúrgicos ou endovasculares de resgate. Diante desse cenário de alta complexidade terapêutica e da necessidade de comparar abordagens invasivas distintas, o objetivo desta revisão sistemática de literatura foi avaliar e comparar a eficácia, a segurança, as taxas de complicação e o perfil de controle pressórico da derivação lombo-peritoneal (DLP) em relação ao implante de stent de seio venoso dural (SSV) no manejo da hipertensão intracraniana idiopática refratária, mapeando as evidências científicas publicadas no Brasil. A busca de dados foi realizada de forma estruturada nas bases eletrônicas SciELO, LILACS e no Portal de Periódicos CAPES, selecionando ensaios clínicos, estudos de coorte e revisões metodológicas desenvolvidos por centros de referência nacionais. Os resultados demonstraram que ambos os métodos são altamente eficazes no controle do papiledema e na preservação da acuidade visual em curto prazo. Contudo, o implante de stent de seio venoso dural apresentou-se como uma abordagem superior no que tange à durabilidade terapêutica, exibindo menores taxas de reintervenção e menor incidência de complicações mecânicas graves quando comparado à derivação lombo-peritoneal, a qual é severamente penalizada por frequentes obstruções do cateter, migrações e hipotensão liquórica de repouso. Conclui-se que, em pacientes que apresentam estenose comprovada de seios transversos com gradiente de pressão transestenótico significativo, o stent de seio venoso dural consolida-se como a estratégia de escolha na neurocirurgia moderna nacional, minimizando a morbidade pós-operatória e humanizando o percurso assistencial dos pacientes no país.

Bibliografischer Nachweis

Publikationsdaten

Autor:innen
Carolina Gabriela Divino Soares Gioia
Quelle
Nursing Edição Brasileira
Publikation
2026-01-01
Band / Ausgabe
Nicht angegeben
Seiten
Nicht angegeben
ISSN / ISBN
2675-049X, 1415-8264
Zitationen
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Carolina Gabriela Divino Soares Gioia (2026). Manejo da Hipertensão Intracraniana Idiopática: Derivação Lombo-peritoneal Vs. Stent de Seio Venoso. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p19432-19436
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