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Intestino Como Órgão Imunológico: Implicações Clínicas

Gabriela Simões Alencar, Raelma Pereira de Almeida e Silva Ferreira

Nursing Edição Brasileira · 2026

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O sistema digestório tem sido historicamente estudado por suas funções primárias de digestão de macromoléculas e absorção de nutrientes essenciais para a homeostase energética do organismo. Contudo, devido à sua extensa área de superfície em contato direto com o meio externo e com uma imensa carga de antígenos alimentares e patógenos biológicos potenciais, o trato gastrointestinal abriga a maior e mais complexa estrutura de tecidos linfoides do corpo humano. Esse aparato de defesa, estruturado de forma integrada no chamado tecido linfoide associado ao intestino (GALT), confere ao órgão o papel de pilar central do sistema imunológico sistêmico. Diante da necessidade premente de consolidar as evidências científicas nacionais sobre os mecanismos moleculares de barreira, tolerância imunológica e interações microbióticas que regem essa complexa rede celular no país, este estudo tem como objetivo analisar e sintetizar, por meio de uma revisão sistemática da literatura biomédica e médica brasileira, o papel do intestino como órgão imunológico e suas respectivas implicações clínicas na senescência e nas patologias sistêmicas. Para tanto, realizou-se uma busca metodológica estruturada guiada pelas recomendações PRISMA nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed por artigos e diretrizes nacionais publicados na última década (2016-2026). Os resultados indicam que a barreira imunológica intestinal é modulada de forma ativa pela simbiose entre as células epiteliais, as junções de oclusão (tight junctions), a secreção constitutiva de imunoglobulina A secretora (IgAs) pelas células plasmáticas da lâmina própria e a rica população de células dendríticas e linfócitos T reguladores ($T_{reg}$). No âmbito patofisiológico e clínico, a perda de integridade dessa barreira (síndrome do intestino permeável ou leaky gut) promove a translocação bacteriana e a liberação sistêmica de lipopolissacarídeos (LPS), retroalimentando estados inflamatórios crônicos de baixo grau implicados na gênese de doenças autoimunes, distúrbios neurodegenerativos do eixo intestino-cérebro, alergias alimentares e na síndrome de fragilidade biológica senil. Conclui-se que o avanço no mapeamento imunogastroenterológico na ciência brasileira é um passo clínico indispensável para subsidiar futuras intervenções terapêuticas e nutricionais baseadas em imunomodulação, prebióticos e simbióticos, capazes de resgatar a simbiose imunológica e qualificar a sobrevida da população geriátrica e adulta nacional.

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Publikationsdaten

Autor:innen
Gabriela Simões Alencar, Raelma Pereira de Almeida e Silva Ferreira
Quelle
Nursing Edição Brasileira
Publikation
2026-01-01
Band / Ausgabe
Nicht angegeben
Seiten
Nicht angegeben
ISSN / ISBN
2675-049X, 1415-8264
Zitationen
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Gabriela Simões Alencar, Raelma Pereira de Almeida e Silva Ferreira (2026). Intestino Como Órgão Imunológico: Implicações Clínicas. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p19307-19312
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