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Infecções Oportunistas Tardias em Transplantados Renais: Desafios Atuais

Ana Luiza Gonçalves Mota, Camila do Nascimento Guimarães, Eduardo Godoy Mellaci

Nursing Edição Brasileira · 2026

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O transplante renal consolida-se como a principal alternativa terapêutica para pacientes portadores de insuficiência renal terminal, proporcionando sobrevida e reabilitação funcional superiores em comparação à diálise crônica. No entanto, o sucesso dessa modalidade a longo prazo depende da administração contínua de regimes imunossupressores potentes que, ao prevenirem de forma eficaz a rejeição do enxerto, expõem simultaneamente o receptor a um risco sustentado de desenvolvimento de processos infecciosos graves. Historicamente, a maior incidência de infecções oportunistas concentrava-se no primeiro semestre pós-transplante; contudo, a modernização dos esquemas de profilaxia e o envelhecimento da população transplantada promoveram um deslocamento epidemiológico significativo para o surgimento de patógenos específicos na fase tardia (após seis meses do procedimento). Diante desse cenário epidemiológico dinâmico que compromete a longevidade do enxerto e a sobrevida do paciente, o objetivo desta revisão sistemática de literatura foi analisar as principais evidências científicas publicadas no Brasil sobre as infecções oportunistas tardias em transplantados renais, avaliando os principais agentes etiológicos envolvidos, as estratégias diagnósticas e os desafios atuais no manejo clínico e terapêutico desses doentes. A busca de dados foi realizada de forma estruturada nas bases eletrônicas SciELO, LILACS e no Portal de Periódicos CAPES, identificando ensaios clínicos, estudos de coorte e diretrizes nacionais focados em infecções na nefrologia transplantadora. Os resultados revelaram que a nefropatia pelo vírus BK, as infecções fúngicas invasivas tardias (como a criptococose e a paracoccidioidomicose), a reativação do citomegalovírus e as infecções micobacterianas (incluindo a tuberculose) constituem os principais desafios infecciosos contemporâneos. Adicionalmente, as evidências apontam que o manejo terapêutico dessas complicações exige um equilíbrio clínico delicado entre a redução necessária da imunossupressão para combater o patógeno e a manutenção do suporte farmacológico para evitar a rejeição aguda do enxerto. Conclui-se que o diagnóstico precoce por metodologias moleculares sensíveis e a individualização rigorosa das condutas preventivas e terapêuticas são estratégias de primeira linha indispensáveis para mitigar o impacto das infecções oportunistas tardias e garantir a segurança do transplantado renal no Brasil. Abstract: Kidney transplantation is consolidated as the main therapeutic alternative for patients with end-stage renal disease, providing superior survival and functional rehabilitation compared to chronic dialysis. However, the long-term success of this modality depends on the continuous administration of potent immunosuppressive regimens that, while effectively preventing graft rejection, simultaneously expose the recipient to a sustained risk of developing serious infectious processes. Historically, the highest incidence of opportunistic infections was concentrated in the first post-transplant semester; however, the modernization of prophylaxis schemes and the aging of the transplanted population have promoted a significant epidemiological shift toward the emergence of specific pathogens in the late phase (after six months of the procedure). Given this dynamic epidemiological scenario that compromises graft longevity and patient survival, the objective of this systematic literature review was to analyze the main scientific evidence published in Brazil regarding late opportunistic infections in kidney transplant recipients, evaluating the main etiological agents involved, diagnostic strategies, and current challenges in the clinical and therapeutic management of these patients. The data search was conducted in a structured manner in the SciELO, LILACS, and CAPES Journals Portal databases, identifying clinical trials, cohort studies, and national guidelines focused on infections in transplant nephrology. The results revealed that BK virus nephropathy, late invasive fungal infections (such as cryptococcosis and paracoccidioidomycosis), cytomegalovirus reactivation, and mycobacterial infections (including tuberculosis) constitute the main contemporary infectious challenges. Additionally, the evidence points out that the therapeutic management of these complications requires a delicate clinical balance between the necessary reduction of immunosuppression to fight the pathogen and the maintenance of pharmacological support to avoid acute graft rejection. It is concluded that early diagnosis by sensitive molecular methodologies and the rigorous individualization of preventive and therapeutic strategies are indispensable first-line strategies to mitigate the impact of late opportunistic infections and guarantee the safety of kidney transplant recipients in Brazil. Keywords: Kidney transplantation; Opportunistic infections; Immunosuppression; Infectious complications; BK virus; Nephrology. Resumen: El trasplante renal se consolida como la principal alternativa terapéutica para pacientes con insuficiencia renal terminal, proporcionando una supervivencia y rehabilitación funcional superiores en comparación con la diálisis crónica. Sin embargo, el éxito de esta modalidad a largo plazo depende de la administración continua de regímenes inmunosupresores potentes que, al tiempo que previenen eficazmente el rechazo del injerto, exponen simultáneamente al receptor a un riesgo sostenido de desarrollar procesos infecciosos graves. Históricamente, la mayor incidencia de infecciones oportunistas se concentraba en el primer semestre postrasplante; sin embargo, la modernización de los esquemas de profilaxis y el envejecimiento de la población trasplantada han promovido un desplazamiento epidemiológico significativo hacia la aparición de patógenos específicos en la fase tardía (después de seis meses del procedimiento). Ante este dinámico escenario epidemiológico que compromete la longevidad del injerto y la supervivencia del paciente, el objetivo de esta revisión sistemática de la literatura fue analizar las principales evidencias científicas publicadas en Brasil sobre las infecciones oportunistas tardías en trasplantados renales, evaluando los principales agentes etiológicos involucrados, las estrategias diagnósticas y los desafíos actuales en el manejo clínico y terapéutico de estos pacientes. La búsqueda de datos se realizó de forma estructurada en las bases electrónicas SciELO, LILACS y el Portal de Periódicos CAPES, identificando ensayos clínicos, estudios de cohorte y directrices nacionales centrados en infecciones en nefrología de trasplante. Los resultados revelaron que la nefropatía por el virus BK, las infecciones fúngicas invasivas tardías (como la criptococosis y la paracoccidioidomicosis), la reactivación del citomegalovírus y las infecciones micobacterianas (incluida la tuberculosis) constituyen los principales desafíos infecciosos contemporáneos. Adicionalmente, las evidencias apuntan que el manejo terapéutico de estas complicaciones requiere un equilibrio clínico delicado entre la reducción necesaria de la inmunosupresión para combatir al patógeno y el mantenimiento del soporte farmacológico para evitar el rechazo agudo del injerto. Se concluye que el diagnóstico precoz por metodologías moleculares sensibles y la individualización rigurosa de las conductas preventivas y terapéuticas son estrategias de primera línea indispensables para mitigar el impacto de las infecciones oportunistas tardías y garantizar la seguridad del trasplantado renal en Brasil. Palabras clave: Trasplante renal; Infecciones oportunistas; Inmunosupresión; Complicaciones infecciosas; Virus BK; Nefrología.

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Publikationsdaten

Autor:innen
Ana Luiza Gonçalves Mota, Camila do Nascimento Guimarães, Eduardo Godoy Mellaci
Quelle
Nursing Edição Brasileira
Publikation
2026-01-01
Band / Ausgabe
Nicht angegeben
Seiten
Nicht angegeben
ISSN / ISBN
2675-049X, 1415-8264
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Ana Luiza Gonçalves Mota, Camila do Nascimento Guimarães, Eduardo Godoy Mellaci (2026). Infecções Oportunistas Tardias em Transplantados Renais: Desafios Atuais. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p19177-19181
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