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Hipovitaminose D em Idosos Institucionalizados

Gabriela Chaves Thomaz, Mariana de Souza Arêa Leão, Thaís Oliveira Martins, Thalia Ely Cervejeira

Nursing Edição Brasileira · 2026

Vollständiger Abstract

Worum geht es in dieser Arbeit?

O envelhecimento populacional acelerado no Brasil tem imposto transformações profundas na demanda de saúde pública, destacando-se a necessidade de abordar as deficiências nutricionais e metabólicas de forma integrada nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). Dentre as alterações endócrinas mais prevalentes e deletérias observadas na senescência sob regime de asilamento, a hipovitaminose D — definida pela insuficiência ou deficiência crônica dos níveis séricos de 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] — atua como um fator de risco silencioso que compromete severamente a homeostase musculoesquelética e sistêmica do indivíduo no cotidiano. Embora muitas vezes seja encarada de maneira negligente como um aspecto secundário ou puramente inevitável da institucionalização, a redução desse hormônio esteroide apresenta uma correlação direta com o risco elevado de quedas, fraturas osteoarticulares, sarcopenia e declínio funcional acelerado. Diante da necessidade premente de consolidar as evidências científicas nacionais sobre os fatores multicausais desse distúrbio no idoso asilado, bem como suas respectivas consequências clínicas no cenário epidemiológico do país, este estudo tem como objetivo analisar e sintetizar, por meio de uma revisão sistemática da literatura biomédica brasileira, a prevalência, as repercussões clínicas e as estratégias de manejo da hipovitaminose D em idosos residentes em ILPI. Para cumprir esse propósito, realizou-se um levantamento metodológico estruturado guiado pelas recomendações PRISMA nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed por artigos de autoria nacional publicados na última década (2016-2026). Os resultados indicam que a prevalência de hipovitaminose D ultrapassa os 80% nas instituições brasileiras, sendo precipitada principalmente pela escassa exposição solar voluntária, redução da síntese cutânea de colecalciferol decorrente da atrofia epidérmica senil, ingesta dietética inadequada e pelo uso de múltiplos fármacos interferentes de rotina. Clinicamente, essa deficiência severa associa-se de forma direta a prognósticos desfavoráveis caracterizados por osteoporose senil, perda de força e massa muscular (sarcopenia), fragilidade física biológica, além do desenvolvimento de quadros álgicos difusos de difícil manejo. Conclui-se que o rastreamento rotineiro dos níveis de 25(OH)D associado a esquemas de suplementação oral assistida e à promoção de banhos de sol diários programados nas ILPI constitui uma intervenção preventiva indispensável para otimizar o anabolismo ósseo, diminuir as taxas de hospitalização secundárias por fraturas e qualificar a sobrevida da população geriátrica asilada no Brasil.

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Publikationsdaten

Autor:innen
Gabriela Chaves Thomaz, Mariana de Souza Arêa Leão, Thaís Oliveira Martins, Thalia Ely Cervejeira
Quelle
Nursing Edição Brasileira
Publikation
2026-01-01
Band / Ausgabe
Nicht angegeben
Seiten
Nicht angegeben
ISSN / ISBN
2675-049X, 1415-8264
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Gabriela Chaves Thomaz, Mariana de Souza Arêa Leão, Thaís Oliveira Martins, Thalia Ely Cervejeira (2026). Hipovitaminose D em Idosos Institucionalizados. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p18725-18730
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