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A hepatopatia congestiva (HC), também denominada fígado de estase ou cirrose cardíaca em suas fases mais avançadas, representa uma manifestação secundária grave de disfunções cardiovasculares crônicas que repercute diretamente na integridade funcional e estrutural do parênquima hepático. Caracterizada pela estase sinusoidal passiva decorrente do aumento da pressão venosa sistêmica, essa condição epidemiologicamente relevante é comumente desencadeada por quadros de insuficiência cardíaca direita isolada ou global, pericardite constritiva, cor pulmonale crônico ou valvopatias tricuspídeas severas. Embora seja uma entidade nosológica frequente na rotina clínica e cardiológica brasileira, a HC costuma manifestar-se de forma insidiosa e oligossintomática, sendo muitas vezes negligenciada pelas equipes assistenciais ou confundida com hepatites primárias, o que retarda a otimização hemodinâmica e predispõe o paciente ao desenvolvimento de fibrose centrolobular irreversível. Diante da necessidade premente de consolidar as evidências científicas nacionais sobre as melhores ferramentas propedêuticas e abordagens terapêuticas aplicadas a essa disfunção no país, este estudo tem como objetivo analisar e sintetizar, por meio de uma revisão sistemática da literatura biomédica brasileira, a abordagem clínica e diagnóstica da hepatopatia congestiva. Para cumprir esse propósito, realizou-se uma busca metodológica estruturada guiada pelas recomendações PRISMA nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed por artigos de autoria nacional publicados na última década (2016-2026). Os resultados indicam que o espectro clínico-laboratorial da HC envolve hepatomegalia dolorosa, ascite de padrão cardíaco (com gradiente de albumina soro-ascite elevado), elevação discreta de transaminases, padrão de colestase com aumento de gama-glutamiltransferase e hiperbilirrubinemia às custas de fração direta. O diagnóstico baseia-se na correlação de exames de imagem, como a ultrassonografia Doppler (revelando dilatação de veias hepáticas e veia cava inferior com fluxo hipofásico), ecocardiografia para avaliação de pressões direitas e, em casos selecionados de dúvida diagnóstica, a biópsia hepática demonstrando congestão centrolobular acentuada (zona 3 de Rappaport). Conclui-se que a identificação precoce da congestão passiva hepática na atenção primária e secundária é indispensável para instituir o manejo diurético otimizado, prevenir o declínio funcional hepático crônico e reduzir a morbimortalidade de causa cardiovascular e metabólica no território nacional.
Bibliografischer Nachweis
Publikationsdaten
- Autor:innen
- Amanda Vieira Alves, João Víctor Elias Machado, Laura Maria de Oliveira Souza
- Quelle
- Nursing Edição Brasileira
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
- Nicht angegeben
- Seiten
- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 2675-049X, 1415-8264
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Amanda Vieira Alves, João Víctor Elias Machado, Laura Maria de Oliveira Souza (2026). Hepatopatia Congestiva: Abordagem Clínica e Diagnóstica. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p18641-18646
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Themen, Förderung und Nutzung
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