Vollständiger Abstract
Worum geht es in dieser Arbeit?
A infância e a adolescência constituem etapas do desenvolvimento humano reguladas de forma estrita por intrincados e integrados eixos endócrinos, nos quais o crescimento linear esquelético opera sob comandos hormonais precisos e temporariamente delimitados. No ápice dessa regulação biológica encontra-se o hormônio do crescimento, sintetizado e secretado de forma pulsátil pelas células somatotróficas localizadas na adenohipófise, cuja ação sistêmica é amplificada pela estimulação da síntese do fator de crescimento semelhante à insulina tipo um no parênquima hepático. Quando esse sistema harmonioso depara-se com uma hipersecreção crônica e descontrolada desses eendocrinológicos na vigência de cartilagens de conjugação epifisárias ainda abertas e não fundidas mecanicamente, instala-se o gigantismo hipofisário. Esta condição endócrina ultrarrara, de etiologia prevalentemente tumoral associada a adenomas hipofisários somatotróficos isolados ou no escopo de síndromes genéticas complexas, caracteriza-se por um crescimento somático estatisticamente bizarro e acelerado que desvia o menor de suas curvas de crescimento fisiológicas habituais. Embora tradicionalmente compreendido apenas sob a óptica do ganho estatural exuberante, o gigantismo hipofisário impõe uma severa e agressiva morbidade multiorgânica crônica, danificando estruturas articulares, vasculares e o parênquima cerebral devido ao efeito de massa mecânico compressivo compressivo local do tumor em expansão. Diante da necessidade premente de consolidar e integrar as evidências científicas disponíveis na literatura médica brasileira acerca dos caminhos propedêuticos contemporâneos de alta resolução e das abordagens terapêuticas multimodais integradas para este grupo vulnerável de pacientes, esta investigação foi delineada. O objetivo central desta revisão sistemática é analisar o gigantismo hipofisário na infância, detalhando suas manifestações clínicas periféricas e centrais, seus fatores etiológicos e os desfechos após intervenções cirúrgicas e farmacológicas específicas. Os resultados demonstram que os adenomas somatotróficos na infância costumam apresentar um perfil biológico altamente agressivo e invasivo, associando-se de forma prevalente a mutações no gene AIP ou na subunidade alfa da proteína G estimuladora, exigindo o diagnóstico genético estruturado e o rastreio precoce do papiledema por efeito de massa via ressonância magnética de alta resolução. Conclui-se que o gigantismo hipofisário demanda uma conduta especializada, interdisciplinar e ágil de resgate endócrino e cirúrgico, sendo o controle precoce da hipersecreção hormonal o principal determinante para atenuar danos esqueléticos irreversíveis, evitar a cegueira por compressão quiasmática e resguardar de forma sustentável a reserva celular, a autonomia funcional e a dignidade de vida das futuras gerações.
Bibliografischer Nachweis
Publikationsdaten
- Autor:innen
- Ana Júlia de Paula Kressin, Aléxia Grassi, Isabella Tatyane Menezes Barros Souto, Maria Eduarda Nunes de Moura
- Quelle
- Nursing Edição Brasileira
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
- Nicht angegeben
- Seiten
- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 2675-049X, 1415-8264
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Ana Júlia de Paula Kressin, Aléxia Grassi, Isabella Tatyane Menezes Barros Souto, Maria Eduarda Nunes de Moura (2026). Gigantismo Hipofisário na Infância. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p18550-18556
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Themen, Förderung und Nutzung
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