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Endarterectomia de Carótida Vs. Stenting: Análise de Risco em Pacientes Octogenários

Sérgio Augusto Dutra Da Conceição, Renato Bicudo Sardinha, Vitória Silveira da Silva, Lays Rhoden da Rocha

Nursing Edição Brasileira · 2026

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A doença aterosclerótica carotídea representa uma das principais causas de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico no mundo, acarretando elevado fardo de morbimortalidade e incapacidade funcional crônica. Com o envelhecimento progressivo da população brasileira, a prevalência de estenoses carotídeas graves em pacientes octogenários aumentou de forma substancial, desafiando as equipes médicas a definirem a melhor estratégia de revascularização para esse subgrupo de extrema vulnerabilidade biológica. Historicamente, a intervenção cirúrgica visa remover a placa aterosclerótica instável e prevenir eventos embólicos cerebrais futuros, dividindo-se entre a endarterectomia carotídea clássica (EAC) e a angioplastia de carótida com implante de stent (CAS). Contudo, o declínio da reserva fisiológica cardiovascular, a fragilidade sistêmica e as alterações estruturais vasculares próprias da idade avançada impõem graves limitações e elevados riscos perioperatórios a ambas as modalidades terapêuticas, gerando intensos debates sobre qual abordagem oferece a melhor relação entre eficácia preventiva e segurança cirúrgica imediata. Diante dessa complexidade clínica, o objetivo desta revisão sistemática de literatura foi avaliar e comparar o risco perioperatório de AVC, infarto agudo do miocárdio (IAM) e mortalidade global associados à endarterectomia de carótida frente ao stenting em pacientes octogenários, mapeando as evidências científicas publicadas no Brasil. A busca de dados foi conduzida de forma estruturada nas bases eletrônicas SciELO, LILACS e no Portal de Periódicos CAPES, identificando ensaios clínicos, estudos de coorte retrospectivos e revisões de diretrizes de sociedades médicas nacionais de cirurgia vascular e cardiologia. Os resultados demonstraram de forma consensual que a endarterectomia carotídea clássica associa-se a menores taxas de AVC isquêmico perioperatório e morte em octogenários quando comparada ao stenting, uma vez que a CAS é severamente penalizada pela alta tortuosidade aórtica, calcificação acentuada do arco e manipulação de cateteres que predispõem à embolização cerebral. Por outro lado, a EAC cursa com maior incidência de infarto do miocárdio não fatal e lesões temporárias de nervos cranianos periféricos. Conclui-se que a endarterectomia de carótida firma-se como a estratégia cirúrgica padrão-ouro preferencial para pacientes octogenários com anatomia cirúrgica favorável no Brasil, devendo a seleção terapêutica ser rigorosamente individualizada e discutida por equipes multidisciplinares cardíacas para salvaguardar a sobrevida e a dignidade assistencial dessa crescente população idosa no país.

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Publikationsdaten

Autor:innen
Sérgio Augusto Dutra Da Conceição, Renato Bicudo Sardinha, Vitória Silveira da Silva, Lays Rhoden da Rocha
Quelle
Nursing Edição Brasileira
Publikation
2026-01-01
Band / Ausgabe
Nicht angegeben
Seiten
Nicht angegeben
ISSN / ISBN
2675-049X, 1415-8264
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Sérgio Augusto Dutra Da Conceição, Renato Bicudo Sardinha, Vitória Silveira da Silva, Lays Rhoden da Rocha (2026). Endarterectomia de Carótida Vs. Stenting: Análise de Risco em Pacientes Octogenários. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p18072-18076
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