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Distúrbios Visuais Associados à Enxaqueca: Alterações na Microvasculatura Retiniana Durante e Após a Aura

Fernando Otávio Ferreira, Luiza Lemos Ramos, Luiza Natal Cani

Nursing Edição Brasileira · 2026

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Worum geht es in dieser Arbeit?

A enxaqueca com aura configura uma desordem neurológica primária crônica e incapacitante, cuja manifestação clínica inicial é marcada por sintomas sensoriais focais transitórios denominados auras, que antecedem ou acompanham a fase de cefaleia pulsátil. Dentre os múltiplos domínios afetados, os distúrbios visuais despontam como a variante mais frequente, expressando-se através de escotomas cintilantes, fotopsias lineares e fortificações migratórias que obliteram temporariamente o campo visual do indivíduo. A base fisiopatológica clássica desse fenômeno assenta-se no mecanismo de depressão alastrada cortical, uma onda de despolarização neuronal seguida de supressão de atividade que varre o córtex occipital, alterando agudamente o fluxo sanguíneo cerebral regional. Paralelamente às desordens corticais centrais, evidências contemporâneas sugerem que esse estresse vascular e neurogênico estende-se perifericamente ao aparelho visual, induzindo flutuações e espasmos hemodinâmicos nos leitos microvasculares profundos que nutrem a neuroretina e a coroide. O objetivo deste artigo é realizar uma revisão sistemática da literatura científica brasileira sobre os distúrbios visuais associados à enxaqueca, analisando as alterações dinâmicas na microvasculatura retiniana durante e após o episódio da aura. A metodologia fundamentou-se no levantamento estruturado e na triagem qualitativa de estudos epidemiológicos, transversais analíticos e coortes monitoradas por angiografia por tomografia de coerência óptica indexados em bases de dados eletrônicas nacionais. Os resultados demonstram que pacientes portadores de enxaqueca com aura exibem reduções transientes na densidade vascular da zona avascular foveal e flutuações no fluxo coriocapilar peri-ictais, sugerindo a existência de uma suscetibilidade isquêmica microvascular latente de caráter crônico. Conclui-se que o monitoramento longitudinal da perfusão retiniana por meio de biomarcadores não invasivos de imagem constitui uma conduta preventiva crucial, sendo a integração propedêutica essencial para individualizar as estratégias terapêuticas profiláticas e salvaguardar a saúde vascular integral e a qualidade de vida dos indivíduos acometidos.

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Publikationsdaten

Autor:innen
Fernando Otávio Ferreira, Luiza Lemos Ramos, Luiza Natal Cani
Quelle
Nursing Edição Brasileira
Publikation
2026-01-01
Band / Ausgabe
Nicht angegeben
Seiten
Nicht angegeben
ISSN / ISBN
2675-049X, 1415-8264
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Fernando Otávio Ferreira, Luiza Lemos Ramos, Luiza Natal Cani (2026). Distúrbios Visuais Associados à Enxaqueca: Alterações na Microvasculatura Retiniana Durante e Após a Aura. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p17780-17784
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