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O avanço da anestesiologia moderna, da endocrinologia perioperatória e da clínica médica brasileira tem proporcionado uma compreensão minuciosa das complexas respostas endócrinas e metabólicas desencadeadas pelo estresse cirúrgico no corpo humano. O ato operatório e a anestesia induzem uma resposta neuroendócrina sistêmica adaptativa ao trauma, caracterizada pela ativação robusta do sistema nervoso simpático e pela liberação massiva de hormônios contra-reguladores do estresse, como o cortisol, o glucagon, a adrenalina e o hormônio do crescimento (GH). Em pacientes portadores de diabetes mellitus, a eclosão dessa tempestade hormonal atua como um fator patofisiológico desestabilizador de grande relevância no cotidiano médico-cirúrgico do país. Embora a regulação metabólica em indivíduos saudáveis contorne essas oscilações por meio do incremento compensatório de insulina endógena, a incapacidade secretória ou a resistência insulínica exuberante observada nos diabéticos resulta em picos hiperglicêmicos severos, cetoacidose diabética perioperatória, estado hiperosmolar ou episódios perigosos de hipoglicemia iatrogênica. Diante da necessidade premente de consolidar as evidências científicas brasileiras sobre a caracterização propedêutica e os protocolos de manejo perioperatório específicos no cenário epidemiológico nacional, este estudo tem como objetivo analisar e sintetizar, por meio de uma revisão sistemática da literatura biomédica e médica brasileira, a relação entre diabetes e alterações hormonais no período perioperatório. Para cumprir esse propósito, realizou-se um levantamento metodológico estruturado baseado no protocolo PRISMA nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed por artigos originais brasileiros e consensos nacionais publicados na última década (2016-2026). Os resultados revelam que a hipersecreção de cortisol e catecolaminas induz resistência insulínica hepática e periférica aguda, suprime a translocação do transportador GLUT4 no tecido muscular e estimula a gliconeogênese, enquanto a suspensão inadequada de hipoglicemiantes (como os inibidores de SGLT2) eleva drasticamente o risco de cetoacidose euglicêmica. Conclui-se que o monitoramento glicêmico capilar contínuo e a instituição oportuna de protocolos de infusão venosa de insulina em regime de terapia intensiva ou enfermaria cirúrgica na atenção secundária e terciária do Sistema Único de Saúde constituem intervenções preventivas indispensáveis para evitar infecções de sítio cirúrgico, retardos de cicatrização e complicações cardiovasculares, qualificando a sobrevida funcional da população operada no território nacional.
Bibliografischer Nachweis
Publikationsdaten
- Autor:innen
- Anna Clara Santos Faria, Leonardo Carvalho Oliveira
- Quelle
- Nursing Edição Brasileira
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
- Nicht angegeben
- Seiten
- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 2675-049X, 1415-8264
- Zitationen
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Anna Clara Santos Faria, Leonardo Carvalho Oliveira (2026). Diabetes e Alterações Hormonais no Período Perioperatório. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p17588-17593
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Themen, Förderung und Nutzung
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