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Consumo de Carne Vermelha e Processada, Risco Poligênico e Prevalência de Neoplasias Colorretais

Mariana Born Vinholes, Reginaldo Lourenço Marques, Sofia Costa Müller

Nursing Edição Brasileira · 2026

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As neoplasias colorretais (NCR) configuram um dos principais e mais críticos agravos oncológicos à saúde pública em todo o território nacional, exibindo taxas de prevalência geométricas crescentes e um fardo de morbimortalidade alarmante que demanda estratégias preventivas integradas. A etiologia do câncer colorretal é sabidamente multifatorial, resultando de uma complexa e íntima interação entre a vulnerabilidade genômica do hospedeiro e a exposição crônica a fatores ambientais modificáveis ligados ao estilo de vida moderno. Dentre as variáveis dietéticas mais exaustivamente investigadas e consolidadas pela literatura epidemiológica internacional, o consumo regular elevado de carne vermelha e, de forma proeminente, de carnes processadas embutidas destaca-se como um potente indutor de carcinogênese epitelial no trato gastrointestinal inferior. Paralelamente às exposições exógenas, o avanço da genômica médica permitiu estruturar os chamados Escores de Risco Poligênico (PRS), ferramentas que quantificam o efeito cumulativo de múltiplos polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) de baixa penetrância para mapear a suscetibilidade intrínseca do indivíduo ao desenvolvimento tumoral. Historicamente, a triagem primária e o aconselhamento dietético apoiavam-se exclusivamente na avaliação empírica de fatores isolados ou na pesquisa de mutações raras de alta penetrância associadas a síndromes hereditárias clássicas. Diante desse panorama e da necessidade de estabelecer uma estratificação de risco personalizada de alta precisão biológica, o entendimento da sinergia entre a carga genética e os hábitos alimentares tornou-se uma prioridade estratégica. O presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão sistemática da literatura científica produzida no Brasil para mapear, analisar e consolidar as evidências clínicas sobre a interação entre o consumo de carne vermelha e processada, os escores de risco poligênico e a prevalência de neoplasias colorretais. Trata-se de uma revisão sistemática conduzida sob o estrito rigor metodológico recomendado pelas diretrizes internacionais do protocolo PRISMA, investigando produções indexadas nas bases eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed, publicadas entre os anos de 2018 e 2026. Os resultados indicam que a ingestão crônica de embutidos potencializa de forma robusta o risco de NCR, e que esse efeito carcinogênico ambiental é significativamente exacerbado nos indivíduos que apresentam escores de risco poligênico elevados, demonstrando um sinergismo patológico claro de interdependência molecular. Conclui-se que a abordagem integrada do risco poligênico associada à intervenção dietética representa um pilar fundamental para consolidar a oncologia preventiva de precisão no Brasil, embora a superação de desafios estruturais relacionados ao alto custo das plataformas moleculares e à necessidade de interiorização tecnológica na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) exija esforços regulatórios e governamentais continuados.

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Publikationsdaten

Autor:innen
Mariana Born Vinholes, Reginaldo Lourenço Marques, Sofia Costa Müller
Quelle
Nursing Edição Brasileira
Publikation
2026-01-01
Band / Ausgabe
Nicht angegeben
Seiten
Nicht angegeben
ISSN / ISBN
2675-049X, 1415-8264
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Mariana Born Vinholes, Reginaldo Lourenço Marques, Sofia Costa Müller (2026). Consumo de Carne Vermelha e Processada, Risco Poligênico e Prevalência de Neoplasias Colorretais. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p17281-17286
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