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Classificação Fármacos de Primeira Linha e Manejo da Refratariedade na Epilepsia Infantil

Ana Vitória Resende Brito, Luísa Azevedo Magalhães Vieira, Rafaela Pascoal Di Lollo

Nursing Edição Brasileira · 2026

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A epilepsia infantil constitui uma das desordens neurológicas crônicas mais frequentes na neuropediatria brasileira, caracterizando-se por uma predisposição continuada para a geração de crises epilépticas e por consequências neurobiológicas, cognitivas e sociais significativas para o desenvolvimento da criança. Diante da imensa heterogeneidade das síndromes epilépticas na infância, a escolha terapêutica inicial assertiva é um fator determinante para o prognóstico cognitivo e para o controle precoce das crises, visando mitigar os impactos da atividade elétrica anômala no cérebro em maturação. O objetivo deste estudo foi analisar as evidências científicas atuais sobre a classificação dos fármacos antiepilépticos de primeira linha e as diretrizes para o manejo da refratariedade na epilepsia infantil dentro do cenário médico assistencial brasileiro por meio de uma revisão sistemática da literatura. A metodologia pautou-se na busca e seleção de ensaios clínicos, estudos de coorte, consensos de sociedades especialistas e manuais técnicos do Ministério da Saúde do Brasil indexados em bases de dados nacionais entre os anos de 2016 e 2026. Os resultados revelaram que a seleção do fármaco de primeira escolha deve ser estritamente guiada pelo tipo de crise, se focal ou generalizada, destacando-se o uso consolidado do valproato de sódio, carbamazepina, levetiracetam e fenobarbital. Verificou-se que a refratariedade clínica, definida pela falha de dois esquemas farmacológicos tolerados e apropriados, impõe a necessidade de transição para terapias combinadas estruturadas e a avaliação precoce de alternativas não farmacológicas, como a dieta cetogênica, o estimulador do nervo vago e a cirurgia de epilepsia. Conclui-se que o manejo eficaz da epilepsia na infância exige uma abordagem personalizada e multiprofissional, sendo indispensável capacitar a rede de atenção básica para o diagnóstico precoce e garantir o encaminhamento ágil dos casos refratários aos centros de referência especializados do Sistema Único de Saúde.

Bibliografischer Nachweis

Publikationsdaten

Autor:innen
Ana Vitória Resende Brito, Luísa Azevedo Magalhães Vieira, Rafaela Pascoal Di Lollo
Quelle
Nursing Edição Brasileira
Publikation
2026-01-01
Band / Ausgabe
Nicht angegeben
Seiten
Nicht angegeben
ISSN / ISBN
2675-049X, 1415-8264
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Ana Vitória Resende Brito, Luísa Azevedo Magalhães Vieira, Rafaela Pascoal Di Lollo (2026). Classificação Fármacos de Primeira Linha e Manejo da Refratariedade na Epilepsia Infantil. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p17162-17166
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