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A Síndrome de Down, decorrente da trissomia do cromossomo vinte e um, constitui a alteração cromossômica autossômica mais prevalente na população mundial e brasileira, apresentando uma miríade de manifestações fenotípicas e vulnerabilidades orgânicas que impactam o neurodesenvolvimento e a integridade sistêmica do menor desde a fase embrionária. Entre as diversas comorbidades estruturais que comprometem a sobrevida funcional e o prognóstico longitudinal desses indivíduos, as malformações do sistema cardiovascular assumem papel de central destaque epidemiológico e clínico. A hipersecreção crônica e desregulada de fragmentos gênicos localizados no cromossomo excedente altera os programas de sinalização molecular e a migração celular adaptativa durante a embriogênese cardíaca precoce, resultando no desenvolvimento de defeitos septais e valvares exuberantes. Historicamente diagnosticadas apenas na vigência de sintomas de insuficiência cardíaca congestiva franca ou cianose central manifesta no lactente, o manejo dessas anomalias exige hoje uma abordagem ecocardiográfica proativa imediata logo após o nascimento para conter a progressão deletéria do remodelamento vascular pulmonar. Diante da necessidade premente de consolidar e integrar as evidências científicas disponíveis na literatura médica brasileira acerca dos perfis fenotípicos anatômicos mais frequentes e das abordagens cirúrgicas corretivas de urgência no período pós-natal, esta investigação foi delineada. O objetivo central desta revisão sistemática é analisar a cardiopatia congênita associada à Síndrome de Down, detalhando suas manifestações estruturais específicas, os fatores patogênicos moleculares e os desfechos após intervenções terapêuticas contemporâneas. Os resultados revelam que o defeito do septo atrioventricular total consolida-se como a cardiopatia congênita mais prevalente e intimamente vinculada à trissomia do vinte e um, seguido pela comunicação interventricular, persistência do ducto arterioso e comunicação interatrial, cuja falha de correção mecânica precoce predispõe o menor ao desenvolvimento precoce e acelerado de hipertensão arterial pulmonar progressiva e inversão de shunt pela síndrome de Eisenmenger. Conclui-se que o manejo cardiovascular na Síndrome de Down demanda uma conduta especializada, interdisciplinar e ágil nas unidades de terapia intensiva pediátrica, sendo a triagem ecocardiográfica universal na maternidade e a correção cirúrgica radical oportuna antes do primeiro semestre de vida os principais determinantes para atenuar danos vasculares irreversíveis, reduzir a morbimortalidade institucional e resguardar de forma sustentável a reserva funcional, a autonomia e a dignidade de vida das futuras gerações.
Bibliografischer Nachweis
Publikationsdaten
- Autor:innen
- Gabriela Gonçalves de Carvalho, Thaís Fernanda Santos Azevedo
- Quelle
- Nursing Edição Brasileira
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
- Nicht angegeben
- Seiten
- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 2675-049X, 1415-8264
- Zitationen
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Gabriela Gonçalves de Carvalho, Thaís Fernanda Santos Azevedo (2026). Cardiopatia Congênita Associada à Síndrome de Down. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p17000-17006
Kontext
Themen, Förderung und Nutzung
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