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O aumento expressivo na prevalência da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) na população brasileira tem imposto novos desafios à comunidade médica, com destaque para a vigilância de suas complicações metaplásicas na transição esofagogástrica. O esôfago de Barrett, caracterizado pela substituição do epitélio escamoso estratificado normal por epitélio colunar contendo metaplasia intestinal especializada, constitui a única lesão precursora reconhecida do adenocarcinoma esofágico. Embora a identificação da metaplasia por meio de endoscopia e biópsia seja bem estabelecida nos centros de referência do país, a estratificação prognóstica baseada na extensão longitudinal do segmento acometido muitas vezes permanece negligenciada na prática clínica. A diferenciação precisa entre o esôfago de Barrett curto (extensão inferior a três centímetros) e o esôfago de Barrett longo (extensão igual ou superior a três centímetros) atua como um marcador biométrico crucial, visto que o comprimento da metaplasia correlaciona-se de forma direta com o risco de progressão neoplásica e instabilidade genômica. Diante da necessidade premente de consolidar as evidências científicas nacionais sobre a acurácia diagnóstica, os fatores de risco e as repercussões clínicas dessas duas entidades no cenário epidemiológico do Brasil, este estudo tem como objetivo analisar e sintetizar, por meio de uma revisão sistemática da literatura científica brasileira, as implicações prognósticas do esôfago de Barrett curto em comparação ao Barrett longo. Para o cumprimento desse propósito, realizou-se um levantamento metodológico estruturado guiado pelas recomendações PRISMA nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed por artigos originais brasileiros publicados na última década (2016-2026). Os resultados revelam que o Barrett longo apresenta uma etiologia associada à maior exposição ao ácido e refluxo duodenogástrico biliar crônico, resultando em taxas substancialmente mais elevadas de displasia de alto grau e progressão para o adenocarcinoma esofágico do que as formas curtas. Por sua vez, embora o Barrett curto exiba menor risco absoluto de malignização por ano, sua alta prevalência epidemiológica no país exige protocolos de rastreamento rigorosos para evitar o diagnóstico tardio de lesões neoplásicas avançadas. Conclui-se que a aplicação sistemática dos critérios de Praga para a mensuração endoscópica precisa da metaplasia, associada a programas de vigilância histopatológica personalizados na atenção secundária e terciária do Sistema Único de Saúde, constitui uma intervenção preventiva indispensável para mitigar desfechos oncológicos desfavoráveis e qualificar a sobrevida da população nacional.
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Publikationsdaten
- Autor:innen
- Ronaldo Geraldi Dias Filho
- Quelle
- Nursing Edição Brasileira
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
- Nicht angegeben
- Seiten
- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 2675-049X, 1415-8264
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Ronaldo Geraldi Dias Filho (2026). Barrett Curto Versus Barrett Longo: Implicações Prognósticas. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p16834-16839
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