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O avanço da neurointensivologia e da endocrinologia de urgência no cenário médico brasileiro tem impulsionado a investigação das repercussões sistêmicas e neuroendócrinas decorrentes de lesões neurológicas agudas. O trauma cranioencefálico (TCE) grave configura-se como uma das principais causas de morbimortalidade e incapacidade funcional no Brasil, afetando predominantemente jovens em idade produtiva e gerando um imenso impacto socioeconômico nas redes de saúde. A aceleração, desaceleração e o impacto mecânico direto contra o crânio promovem não apenas danos estruturais parenquimatosos imediatos, mas também disfunções vasculares, edema e processos inflamatórios que comprometem a integridade da haste hipofisária e dos núcleos hipotalâmicos. Embora a atenção médica na fase aguda esteja tradicionalmente concentrada no controle da pressão intracraniana, na perfusão cerebral e na prevenção de lesões secundárias, a eclosão de alterações hormonais decorrentes do hipopituitarismo pós-traumático atua como um fator patofisiológico central silencioso que prejudica a recuperação clínica e metabólica do paciente. Diante da necessidade premente de consolidar as evidências científicas nacionais sobre os mecanismos moleculares, as apresentações clínicas e os fluxos propedêuticos adequados para o manejo dessas desregulações hormonais no país, este estudo tem como objetivo analisar e sintetizar, por meio de uma revisão sistemática da literatura biomédica e médica brasileira, as alterações hormonais pós-trauma cranioencefálico grave. Para cumprir esse propósito, realizou-se um levantamento metodológico estruturado guiado pelas recomendações PRISMA nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed por artigos originais e consensos clínicos nacionais publicados na última década (2016-2026). Os resultados revelam que o TCE grave induz disfunções endócrinas agudas e crônicas em uma parcela expressiva de sobreviventes, caracterizadas na fase aguda por diabetes insípido, síndrome da secreção inapropriada de hormônio antidiurético (SIADH), síndrome cerebral perdedora de sal (SCPS) e insuficiência adrenal secundária, evoluindo tardiamente para deficiências de hormônio do crescimento (GH), gonadotrofina e hormônios tireoidianos. Conclui-se que a triagem laboratorial sistemática dos eixos hormonais durante a internação na UTI e no seguimento ambulatorial na atenção secundária do Sistema Único de Saúde constitui uma intervenção indispensável para prevenir complicações metabólicas graves, otimizar a reabilitação neurocognitiva e qualificar a sobrevida funcional da população acometida no território nacional.
Bibliografischer Nachweis
Publikationsdaten
- Autor:innen
- Anna Clara Santos Faria, Isabela Vitorino da Silva, Leonardo Carvalho Oliveira
- Quelle
- Nursing Edição Brasileira
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
- Nicht angegeben
- Seiten
- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 2675-049X, 1415-8264
- Zitationen
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Anna Clara Santos Faria, Isabela Vitorino da Silva, Leonardo Carvalho Oliveira (2026). Alterações Hormonais Pós Trauma Cranioencefálico Grave. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p16349-16354
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Themen, Förderung und Nutzung
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