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Os meningiomas petroclivais representam um grupo de tumores benignos extra-axiais de extrema complexidade cirúrgica, originando-se a partir da duramadre que reveste a transição entre o ápice petroso do osso temporal e a porção posterior do clivus. Apesar de seu padrão de crescimento lento e de sua histopatologia habitualmente benigna (grau I da Organização Mundial da Saúde), estas neoplasias exibem um comportamento biológico altamente agressivo no plano estrutural local, comprimindo progressivamente o tronco encefálico e envolvendo de forma firme estruturas vasculares e neurológicas críticas, tais como os seios cavernosos, as artérias basilar e vertebrais, bem como os nervos cranianos do terceiro ao décimo segundo par. Historicamente, as abordagens cirúrgicas para estas lesões apoiavam-se em grandes acessos transcranianos e transpetrosos abertos que, embora viabilizassem citorreduções volumétricas substanciais, associavam-se a elevados índices de morbidade pós-operatória neurológica e déficits definitivos incapacitantes. Diante do avanço e do amadurecimento técnico das intervenções minimamente invasivas na neurocirurgia moderna, o objetivo desta revisão sistemática de literatura foi analisar as principais evidências científicas brasileiras sobre a eficácia, a segurança, as limitações e os desfechos neurológicos da abordagem endoscópica endonasal (EEA - Endoscopic Endonasal Approach) no tratamento cirúrgico dos meningiomas petroclivais, mapeando as estratégias de reconstrução dural no cenário nacional. A busca sistemática de dados foi conduzida de forma estruturada nas bases eletrônicas SciELO, LILACS e no Portal de Periódicos CAPES, identificando ensaios clínicos, séries cirúrgicas e revisões metodológicas de base de crânio publicadas por centros de referência do país. Os resultados demonstraram que a abordagem endoscópica endonasal constitui um corredor cirúrgico direto, panorâmico e de alta precisão para lesões localizadas na porção medial do clivus posterior, facilitando a descompressão precoce do tronco encefálico e minimizando a necessidade de retração do tecido cerebral saudável. Contudo, a EEA apresenta limitações severas na obtenção de ressecções completas (Simpson grau I) quando há extensão lateral significativa do tumor para além dos nervos cranianos, consolidando a ressecção subtotal intencional associada à radiocirurgia estereotáctica adjuvante de precisão como a estratégia padrão-ouro segura. Conclui-se que a incorporação coordenada da EEA no arsenal de tratamento dos meningiomas petroclivais é altamente eficaz e humanizada, promovendo satisfatórias taxas de controle da doença com preservação da qualidade de vida e integridade funcional dos doentes no Brasil.
Bibliografischer Nachweis
Publikationsdaten
- Autor:innen
- Ana Monize Ribeiro Fonseca, Isadora Queiroz Martins
- Quelle
- Nursing Edição Brasileira
- Publikation
- 2026-01-01
- Band / Ausgabe
- Nicht angegeben
- Seiten
- Nicht angegeben
- ISSN / ISBN
- 2675-049X, 1415-8264
- Zitationen
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Ana Monize Ribeiro Fonseca, Isadora Queiroz Martins (2026). Abordagem Endoscópica Endonasal (eea) para Meningiomas Petroclivais. Nursing Edição Brasileira. https://doi.org/10.36489/nursing.2026v32i340p16118-16122
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Themen, Förderung und Nutzung
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